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13 de Maio: Abaixo o Pré-conceito do Pré-conceito!


13 de maio, convite à reflexão, chamamento a rever o nosso-comportamento, a nossa linguagem, as nossas atitudes dentro do tecido social.
No meu sentir, cabe uma reflexão sobre o pré-conceito. Volta e meia somos tomados, de uma forma inesperada, por atitudes pré-conceituosas.
Quantos homens e mulheres bem intencionados, e até defensores de causas sociais nobres, permanecem como que estagnados no tempo e no espaço, reféns de antigos paradigmas, relutando em romper com antigos estereótipos que não condizem com os tempos hodiernos, quando entra em pauta a realidade dos afro-descendentes.
Enquanto partícipes da comunidade humana podemos formular um conceito antecipado, ou seja, um pré-conceito, até mesmo acerca das pessoas. O que não podemos é, assim entendo, continuar alimentando uma linguagem, um discurso, uma práxis, que erroneamente insiste em colocar os afro-descedentes e tantos outros irmãos e irmãs num plano inferior.
O resultado não poderia ser outro senão uma sociedade excludente e exclusiva, na qual a democracia racial é um mito.
Enquanto não formos capazes de assumir os nossos pré-conceitos, incorremos na tentação de estarmos festejando o 13 de maio sem percebermos que há um longo caminho a ser trilhado na direção da abolição plena, superando, em primeiro lugar, o pré-conceito do pré-conceito.
Axé! Axé!Axé!

Pe. Francisco Barbosa.
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13 de Maio: Preconceito e Globalização


   Não obstante o fato de já termos celebrado a entrada no século XXI, com tudo aquilo que ele nos trouxe e nos traz a cada dia; não obstante o fato de falarmos a todo instante da globalização, desse mundo que é uma aldeia global, vamos nos deparando ainda com situações nas quais podemos constatar, às vezes de forma mais ou menos velada, o preconceito.
Há um contr-senso porque toda e qualquer forma de preconceito vai levar-nos a criar, naturalmente, um muro, uma barreira dentro da convivência social. Globalização e preconceito são como àgua e oléo, não se misturam.
  Globalização sem inclusão? Impossível!!!!
  13 de maio, oportunidade sui generis para repensarmos o nosso modo de agir dentro do planeta, a partir da inclusão de todos, independentemente da etnia, do credo, da procedência geográfica, do grau de instrução, etc.
  Que a nossa luta pela defesa da dignidade humana seja uma constante dentro dessa aldeia global não só no discurso, mas na prática: incluindo a todos e reconhecendo a dignidade de cada um.

  Pela abolição do preconceito
  Pela globalização da dignidade humana!

Maria Anatália dos Santos (Coord. Grupo de Consciência Negra - Quilombo do Rosário)
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À DESCOBERTA DO AMOR


Ensaia um sorriso
e oferece-o a quem não teve nenhum.
Agarra um raio de sol
e desprende-o onde houver noite.
Descobre uma nascente
e nela limpa quem vive na lama.
Toma uma lágrima
e pousa-a em quem nunca chorou.
Ganha coragem
e dá-a a quem não sabe lutar.
Inventa a vida
e conta-a a quem nada compreende.
Enche-te de esperança
e vive á sua luz.
Enriquece-te de bondade
e oferece-a a quem não sabe dar.
Vive com amor
e fá-lo conhecer ao Mundo.
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Pobres Carente


Pobres carentes não só de água
nem só de pão
Pobres carentes de amor no coração

Pobres carentes solitários de carinho
E a dor em seu coração cravado com espinhos
E a distância da sociedade
os traz infelicidade.

Criança pobres tem vontade de cresçer
Alguns ricos põe o mundo a perder

Povo pobre carente suplicador
Tens fome; tens sede mais sim de amor.
O pão e o vinho que Jesus deixastes
Na mesa do pobre nunca chegaste.
E alguns com a morte vão embora
desgostoso com o mundo de agora
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Soneto de Esperanças

No meu viver ireis ter esperança
para que um dia não possa me calar
E em mim tereis confiança
para não mais me machucar

Irei seguir as leis de meu coração
por que motivos só a ele posso dar
Pois assim não cairias em aflição
Ireis ver mais uma vez o sol brilhar

Dar continuidade ao meu viver 
Os meus olhos poderão ver
Que alegria esperança posso ter

E a luminosidade do meu luar
A ti poderei doar
Um pouco do meu esperançar
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Lua


Lua que me ilumina
que todas as noites me anima

Tu és rara
cor de prata
que a noite os meus sonos embala

Luz do meu caminho
não me deixas caminhar sozinho

Acolhe-me no teu brilhar
eu saberei te agradar.

Lua tem compaixão 
Pois eu teu filho se encontra em aflição

Leve-me para perto de ti
Ó lua ensina-me a sorrir
(Thassio Kalil)
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Desespero

Aqui caio em desespero
Desespero incluído nas minhas tristezas.
Vejo o desespero do mundo
De um povo vagando sem rumo.

Pessoas sem capacidade de lutar
E se chamado por um mundo
Que não tem tendência a melhorar.

Mas o mundo quer saber:
Se formos nós que nos julgamos
Ser o dono deste maltratado mundo,
Por que nós não sabemos
Os problemas resolver?

E cada dia este mundo de beleza ainda não descoberta
Fica viúva e por amor é o que ele mais pede.

Somos indivíduos violentos
De espíritos sangrentos
E ao mundo não pedimos clemência

E ao cairmos num beco
Encontramos-nos em desespero
E a Deus pedimos a clareza
Mas não lembramos que fomos
Nós os culpado desta vida cheio de tristeza.
E por várias vezes das perguntas
Não temos resposta.
Entregamos as nossas vidas
Para o mundo das drogas